augusto farias de lima

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Poema

Terminal velado

1 min

Sonho com criaturas sem nome
Suas formas são familiares
Daqui do meu lado, como é estar longe?
Igual um marinheiro valente,
Guardaria seu coração eternamente?
Onde estaria seu tesouro?
Se afogaria na própria mente?
Sabendo que, de meus pulmões, sou clemente
Do meu lado, tem uma distância astronomicamente
Sua cor nunca foi registrada pela luz
Qual você veria em mim?
Cada vez que pisca, procurei achar
Minhas respostas são criptografadas
A chave só Deus tem
Ele me disse que você faz parte
Mas não consigo se estou dormente
Quais algoritmos devo decifrar?
Por que seu rosto aparece igualmente?
Se não sai da minha cabeça, resolva o jogo
Se me quer tanto, seja honesta.
Seu sinal tem uma extensão diferente
Para sintonizar é necessário sorrir
Você me ouve e não reage
O que mais me fere
Cada criação parece viva
Nem me comparo,
Mas minha base é de amor
Para tanto me cortar,
Bastou

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