Laranja
No meio da noite desperto com frio
Você ainda não adormece ao meu lado
Não me pede café pela manhã
Meu direito de vê-la aqui, onde está?
Suas bochechas coram de pensar?
Nosso reencontro se aproxima
Que Deus nos proteja
Não vá se esconder atrás de abóboras
Todos os girassóis me guiam até você
Mesmo que eu abra a boca
Nada sai
Quão antiético é?
Ser tão perfeita assim, fofa como pêssego
Me fazer querer saber se seus lábios são
quentes quanto parecem
Já me desafiaram a expor
Receio que ficará pra outra era
Talvez quando tangerinas crescerem
Pior do que não te ter
Com certeza é te perder
Me resta escrever seu nome em corais
Conduzir esse frio por cobre