augusto farias de lima

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Poema

Carta a um poeta apático

Saudadevazio1 min

É de doer o peito
Sentindo aquele longilíneo vazio
De problemas abstendo,
Da falta deles sofrendo
Uma estrada sem rumo
Buscando algum final do deserto
Lembranças de quando se esteve presente
Tal presença como café quente
Tinha cheiro de casa, sua tez
Muitas vezes tirava minha lucidez
Enquanto lutava, me arrependia de me segurar
Se tudo há de acabar, por que não arriscar?
Em dias como este, me recordo a luz de velas
Ouvindo o melancólico suave som da chuva
Tal memória sendo única evidência da existência
Que parta
Mas não se esqueça
Fostes tu a quem meu coração escolheu

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