augusto farias de lima

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Poema

Azul

1 min

De dentro da caixinha, guardo cartas e afins
Uma coleção de corações, vivos e mortos
Que batem firmemente dentro de mim
Ninguém diria isso
Mas a vida é estranha
Parece que o tempo retrocedeu e avançou
Tudo por sua causa
Aquela borboleta ciana que me desperta
Me faz ligar para ti, apaixonado, na madrugada
Piora quando ouço sua voz dizer que me ama
O celeste do céu é prova viva
Apenas você transforma o turquesa de meus versos
Por isso formaremos uma família
Os cobrirei de manto cerúleos
Vigiarei e contarei cada gota nesse rio
Príncipes e princesas do nosso reino índigo
Subirei ao monte sozinho, sob o olho de Deus
As safiras são quem me protege de fantasmas
E sua memória de esperança me guia para enfrentá-las
Jurar até a morte é fácil
Meu amor será eterno no mausoléu

Aleatório
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